Mostrando postagens com marcador Roda Viva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Roda Viva. Mostrar todas as postagens

10 de fevereiro de 2010

Fritjof Capra no Roda Viva


Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8

Fritjof Capra é um físico teórico nascido na Áustria que, em meados dos anos 70, optou por largar o método cartesiano das ciências exatas para trabalhar com a espiritualidade. Mas não uma espiritualidade relacionada à religiões, mas sim, à ecologia e o  bem-estar social. Bem-estar entre os humanos esse que, segundo Capra, é dicotômico ao modo cartesiano - que mecaniza o tempo e as relações humanas - de pensar e agir. Ainda assim, Capra tenta mixar seus conhecimentos herdados pela física com uma visão ecológica, chegando a abranger assuntos que englobam história e física quântica.

Fritjof ganhou reconhecimento no Brasil ao lançar obras, que hoje são consideradas clássicas, como "O Tao da Física" e "O Ponto de Mutação"; este inclusive, chegando a receber uma versão cinematográfica dirigida por seu irmão em Mindwalk. No programa Roda Viva - exibido no ano de 2005 - Capra abordou aspectos referentes à ecologia e qual a nossa responsabilidade perante a sustentabilidade, chegando inclusive, a tocar em assuntos políticos.

Para os que se interessam pelas idéias do pensador ou por sustentabilidade, a entrevista é sem dúvidas um momento de reflexão interessante, pois não há tom de auto-ajuda, mas sim, de conscientização do nosso papel frente à sociedade.

Por Italo Lins

29 de novembro de 2009

Amit Goswami no Roda Viva

Particularmente, tenho um apreço imenso pelo Roda Viva da TV Universitária. O jornalismo que é levado a sério nesse programa nos faz perceber a qualidade dos convidados e da bancada experiente, que em todas as segundas-feiras trazem um debate interessante à tona.

Elogios sem remuneração financeira feitos, e indo diretamente ao ponto, o post de hoje abordará o programa exibido no dia 11 de fevereiro de 2008, que contou com a participação do físico quântico indiano Amit Goswami, cujo reconhecimento surgiu no meio científico pelo trabalho escrito "A Física da Alma" e após a participação no documentário "Quem Somos Nós?" (What a Bleep).



Goswami tenta inovar as teorias da física partindo do preceito de que a matéria não é a base de tudo, mas ao invés dela, a consciência o é. Então, na tentativa de unir ciência e espiritualidade - sim, muitas das suas teorias lembram as da religião espírita de Alan Kardec - o físico indiano tem enfrentado diversos desafios por tentar dar uma outra visão de uma teoria literalmente tão consistente, que é a da física mecânica. Mas não há motivo para pânico, mesmo que Amit esteja certo, não é inteligível incinerar os trabalhos de Leibniz e Newtown.



Parte 02, clique AQUI.
Parte 03, clique AQUI.
Parte 04, clique AQUI.
Parte 05, clique AQUI.
Parte 06, clique AQUI.
Parte 07, clique AQUI.
Parte 08, clique AQUI
Parte 09, clique AQUI.

Embora a física quântica seja uma corrente de estudos extremamente promissora, eu acho uma pena que ela esteja se prostituindo aos poucos. Prostituição no sentido de "se vender", já que best-sellers falaciosos como "O Segredo" (The Secret) e suas milhares de interpretações têm se aproveitado de conceitos superficiais da física moderna com o único intuito obter lucros. O que seria mais fácil que conceder informações positivas para uma população tão carente emocionalmente?

Em relação a Amit Goswami, posso dizer que concordo com boa parte de suas teorias, o que significa que não concordo com todas elas. O processo de conexão entre as mentes, a interpretação do cérebro frente à realidade visual, a consciência como a base da existência e o fato das ocorrências de eventos acontecerem ser apenas uma questão de probabilidade são extremamente plausíveis.



Para exemplificar o caso das probabilidades, a figura acima retrata uma passagem do filme "What a Bleep". A situação em questão simboliza as possbilidades que nosso cérebro corrobora para intretar uma imagem real de uma única bola de basquete. Por mais que nós percebamos com os sentidos apenas uma bola, na verdade, várias estão em ação, mas nós canalizamos a figura, ou seja, a representação do mundo pode não passar de uma interpretação cognitiva da mente humana.

Já minhas discordâncias se dão com seus conceitos de vida após a morte, existência de deus e contato com os mortos. Não que seja uma questão de simplesmente duvidar da possível presença da reencarnação ou de deuses, mas eu simplesmentenão achei convincentes os seus argumentos, então eu me mantenho cético. Não confirmo a existência, e muito menos a não-existência (é, eu assumo que tenho uma linha de pensamento bem kantiana).

Para mais explicações sobre o assunto, assista ao filme "Quem Somos Nós" e ao próprio vídeo, além da leitura das obras de Amit Goswami ser extremamente recomendável. A física quântica é muito interessante e requer um debate mais afundo, já que, caso essas teorias vierem a ser realmente algo aceito como lugar-comum, o futuro será irreconhecível para os que vivem hoje, pois a mudança na sociedade será inimaginável.

Por Italo Lins

7 de novembro de 2009

Patch Adams no Roda Viva

Em 1998, através do filme "Patch Adams - O Amor é Contagioso", a figura do médico norte-americano Hunter Campbell "Patch" Adams conseguiu disseminar mensagens de carinho aos enfermos de todo o planeta. Enfermidades essas que, através do riso, poderiam ser tratadas com mais facilidade, não dando margem à percepção do ambiente fúnebre hospitalar.

Sim, tudo parece muito bonito e animador, mas não nos esqueçamos de que estamos tratando de um filme produzido em Hollywood. Não é uma questão de soar anti-hollywoodiano, mas, por exemplo, um longa-metragem baseado no sistema do SUS não seria tão atrativo quanto as palhaçadas de um médico que consegue emocionar uma população afetivamente tão carente.

Afinal de contas: quem é Patch Adams?

Seria fácil digerir a idéia de que o doutor circense estrelado por Robin Williams na verdade é um ativista que busca através do comunismo um  mundo melhor? Um pensador que, por refletir mais de duas vezes, critica o sistema de saúde do mundo inteiro? O intelectual que consegue medir com bons argumentos os absurdos que seu próprio país projeta para todas as sociedades?

Bem, é através desta entrevista, de primeira mão para vocês em meu blog, que tenciono mostrar o verdadeiro Patch Adams - segundo ele mesmo.
 


Parte 02, clique AQUI.
Parte 03, clique AQUI.
Parte 04, clique AQUI.
Parte 05, clique AQUI.
Parte 06, clique AQUI.
Parte 07, clique AQUI.
Parte 08, clique AQUI.
Parte 09, clique AQUI.
Parte 10, clique AQUI.

Tenho plena noção de que raras serão as pessoas que chegarão a ver a entrevista toda - não apenas por uma questão de falta de interesse, mas também pela razão de muitos possuírem uma rotina corrida - porém, se eu conseguir tocar a atenção de alguém, terei a sensação de "serviço cumprido".

Fonte: Programa Roda Viva do canal TV Cultura

Por Italo Lins